quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Primeiras 24 horas sem fumar

  Ontem estava pensando no quanto vou economizar deixando de pagar por transporte público, e usando minha bicicleta poderei melhorar minha saúde. É claro que quem me conhece sabe que saúde nunca lá foi minha prioridade. Mas minha saúde financeira vem me preocupando e resolvi cuidar dela. Ontem às 10 horas fumei o último cigarro da minha carteira, bom tenho andado a pé para trabalhar a enquanto não chega minha bike, dois dias de caminhada pagam mais uma carteira,  mas então começo a raciocinar (de vez em quando acontece) que estou caminhando para pagar o cigarro. Fumei, joguei a bituca e dise adeus. Saio do trabalho,  levo a mão ao bolso, tiro a carteira de cigarro e à abrindo-a vejo  vazia. Amasso, jogo fora e evito passar em qualquer padaria para comprar outra. Meu peito dá um solavanco me dizendo: Hei! Cadê aquilo? Ignoro-o e sigo para casa. Hora de buscar meu filho na escola e lá vem ele de novo: Hey! Cadê aquilo? Sigo ignorando, vou dormir, mas não sem antes haver pensado umas duas vezes em dar umas tragadas.

  Acordo, mais um dia corrido, banhar, vestir, arrumar crianças,  conferir mochilas e bolsos, opa! Um bolso está faltando algo, olho para um lado, olho noutro canto, "mas o que tanto falta que não lembro o que?" Sim,  o volume que o cigarro fazia em meus bolsos também quebraram minha rotina. Lembro que não fumarei a caminho do trabalho,  já sinto uma angústia antecipada, mesmo nunca fumando naquela hora da manhã. Tomo um café e um pão para ver se substitui, mesmo sabendo que não substituirá. A caminho do trabalho coloco a mão no bolso para dar minha tragada matinal, e lá está o vazio a que me antecipei ao acordar. Ando mais rápido para correr dessa vontade de tragar.

  E lá vem a hora do intervalo, encho o copo de café, sento onde costumava fumar. E penso: "24 Horas Sem Fumar. Por que me sinto tão mal em estar saudável?"

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