Depois das primeiras vinte e quatro horas resolvo aproveitar a minha pequena conquista que fiz com grande esforço e postar toda a experiência das primeiras 24 horas sem algo que queremos deixar de lado e parecia que nunca conseguiríamos.
No meu caso é o cigarro, já abandonei esse vício outras vezes, mas esse vício nunca me abandonou. Acredito que não sou o único que passa por isso, mas afinal de contas, "vende em qualquer lugar, não deve ser algo tão difícil, senão seria proibido.
Após o almoço sempre fumava um ou dois cigarros, acompado de um café. Sento-me no fundo da loja, com meu café, o isqueiro na mão, penso em comprar só mais um cigarrinho, termino meu café, vou preparar-me para trabalhar. Superei mais uma vez o hábito. Depois do trabalho, sempre fumava uns dois ou três. Me surpreendo como depois das primeiras 24 horas sem fumar me sinto pior ainda. Estou ficando irritado comigo mesmo, pois o espaço do desejo de fumar está cada vez menor, tanta coisa para pensar, tantas idéias para coletar, tanta conta para me preocupar e de cada dez pensamentos que passam na minha cabeça, pelo menos 8 são sobre cigarro.
A caminho do meu segundo trabalho ainda me pego fazendo uma respiração mas profunda e compassada, penso no porque estou fazendo isso, não sei responder se é para segurar a vontade de dar uns tragos ou se é para tragar a fumaça da cidade.
No segundo dia penso mais em cigarro que antes, mesmo que o primeiro dia sem fumar. Mas tenho certeza que pensar não fará tão mal quanto tragar. Assim segue até pela madrugada mal dormida, mas pelo choro de criança que pelo fumo, mas minha mente tem dificuldade, não muito forte, de concentrar em qualquer coisa que seja.
Acordo cedo para levar meu filho à creche, depois visitar minha mãe, pego ônibus em vez de andar, sei que vou querer fumar se não for impedido por leis que me proibam de fumar em locais fechados.
Logo venço as segundas vinte e quatro horas sem fumar com uma dificuldade maior que eu pensava.
domingo, 6 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Primeiras 24 horas sem fumar
Ontem estava pensando no quanto vou economizar deixando de pagar por transporte público, e usando minha bicicleta poderei melhorar minha saúde. É claro que quem me conhece sabe que saúde nunca lá foi minha prioridade. Mas minha saúde financeira vem me preocupando e resolvi cuidar dela. Ontem às 10 horas fumei o último cigarro da minha carteira, bom tenho andado a pé para trabalhar a enquanto não chega minha bike, dois dias de caminhada pagam mais uma carteira, mas então começo a raciocinar (de vez em quando acontece) que estou caminhando para pagar o cigarro. Fumei, joguei a bituca e dise adeus. Saio do trabalho, levo a mão ao bolso, tiro a carteira de cigarro e à abrindo-a vejo vazia. Amasso, jogo fora e evito passar em qualquer padaria para comprar outra. Meu peito dá um solavanco me dizendo: Hei! Cadê aquilo? Ignoro-o e sigo para casa. Hora de buscar meu filho na escola e lá vem ele de novo: Hey! Cadê aquilo? Sigo ignorando, vou dormir, mas não sem antes haver pensado umas duas vezes em dar umas tragadas.
Acordo, mais um dia corrido, banhar, vestir, arrumar crianças, conferir mochilas e bolsos, opa! Um bolso está faltando algo, olho para um lado, olho noutro canto, "mas o que tanto falta que não lembro o que?" Sim, o volume que o cigarro fazia em meus bolsos também quebraram minha rotina. Lembro que não fumarei a caminho do trabalho, já sinto uma angústia antecipada, mesmo nunca fumando naquela hora da manhã. Tomo um café e um pão para ver se substitui, mesmo sabendo que não substituirá. A caminho do trabalho coloco a mão no bolso para dar minha tragada matinal, e lá está o vazio a que me antecipei ao acordar. Ando mais rápido para correr dessa vontade de tragar.
E lá vem a hora do intervalo, encho o copo de café, sento onde costumava fumar. E penso: "24 Horas Sem Fumar. Por que me sinto tão mal em estar saudável?"
Acordo, mais um dia corrido, banhar, vestir, arrumar crianças, conferir mochilas e bolsos, opa! Um bolso está faltando algo, olho para um lado, olho noutro canto, "mas o que tanto falta que não lembro o que?" Sim, o volume que o cigarro fazia em meus bolsos também quebraram minha rotina. Lembro que não fumarei a caminho do trabalho, já sinto uma angústia antecipada, mesmo nunca fumando naquela hora da manhã. Tomo um café e um pão para ver se substitui, mesmo sabendo que não substituirá. A caminho do trabalho coloco a mão no bolso para dar minha tragada matinal, e lá está o vazio a que me antecipei ao acordar. Ando mais rápido para correr dessa vontade de tragar.
E lá vem a hora do intervalo, encho o copo de café, sento onde costumava fumar. E penso: "24 Horas Sem Fumar. Por que me sinto tão mal em estar saudável?"
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